Unidade destaca a importância do cuidado humanizado e da conscientização sobre os desafios da saúde mental na sociedade
A Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa, unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), reforça a importância da conscientização sobre a saúde mental e do combate ao preconceito relacionado aos transtornos mentais. Em um cenário em que questões emocionais e psicológicas afetam milhões de pessoas em todo o mundo, ampliar o acesso à informação e incentivar a busca por ajuda profissional são medidas fundamentais para promover qualidade de vida, inclusão social e bem-estar.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada oito pessoas no mundo convive com algum transtorno mental. O dado reforça a necessidade de ampliar o diálogo sobre o tema, promover a conscientização da população e fortalecer políticas públicas voltadas à assistência em saúde mental.
No Brasil, o apoio às pessoas em sofrimento psíquico passou por importantes transformações ao longo dos anos. A Reforma Psiquiátrica contribuiu para a construção de um modelo de cuidado centrado no respeito à dignidade humana, na inclusão social e no tratamento realizado em liberdade, priorizando o acompanhamento em serviços especializados e comunitários.
Como parte das ações voltadas à promoção da saúde mental, a unidade realizou uma atividade em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, conduzida pelo serviço de Psicologia da unidade. A iniciativa teve como objetivo promover a conscientização sobre a importância do cuidado humanizado em saúde mental, além de combater o preconceito e os estigmas que ainda cercam as pessoas em sofrimento psíquico.
Durante a ação, foram desenvolvidas dinâmicas interativas que estimularam a reflexão sobre mitos relacionados aos transtornos mentais e o impacto das palavras e atitudes no acolhimento dessas pessoas.
Para a psicóloga da unidade Bruna Ramos Cardoso, ainda é fundamental desconstruir estigmas que cercam os transtornos mentais e incentivar a busca por ajuda profissional. "Muitas pessoas deixam de procurar atendimento por medo de julgamentos ou por desconhecerem que os transtornos mentais podem ser tratados. Falar sobre saúde mental é uma forma de promover acolhimento, informação e cuidado. Quanto mais naturalizamos esse diálogo, mais contribuímos para a redução do preconceito e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas", destaca.
A especialista também ressalta que o apoio familiar e comunitário desempenha papel importante no processo de cuidado, contribuindo para a adesão ao tratamento e para a recuperação dos pacientes. "O acolhimento faz toda a diferença. Quando a pessoa encontra um ambiente de escuta, respeito e compreensão, ela se sente mais segura para buscar ajuda e enfrentar suas dificuldades. A saúde mental deve ser tratada com a mesma atenção e seriedade que qualquer outra condição de saúde", afirma.
Além do acompanhamento profissional, hábitos saudáveis, fortalecimento dos vínculos sociais, prática de atividades físicas e momentos de lazer também podem contribuir para o bem-estar emocional. No entanto, especialistas alertam que, diante de sintomas persistentes como tristeza intensa, ansiedade excessiva, alterações de sono ou mudanças significativas de comportamento, é importante procurar avaliação especializada.
Promover informação e conscientização sobre saúde mental é um passo importante para construir uma sociedade mais inclusiva, empática e preparada para acolher as pessoas que enfrentam sofrimento psíquico, garantindo respeito, dignidade e acesso ao cuidado adequado.



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