Documentário exibido em poucas salas vende menos de 5 mil ingressos em primeira semana de exibição
O documentário “A Colisão dos Destinos”, que retrata a trajetória pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estreou nos cinemas brasileiros em meio à repercussão do caso “Dark Horse”, investigação envolvendo pedidos de recursos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme de ficção sobre o pai. Apesar da forte exposição do tema nas redes e no noticiário político, a produção documental teve desempenho discreto nas bilheterias.
Lançado na última quinta-feira (14) em 56 salas de cinema pelo país, o longa vendeu, até o momento, cerca de 4.924 ingressos. O número é considerado baixo diante do universo de aproximadamente 3.500 salas de exibição existentes no Brasil. Salvador liderou a venda de entradas, com 650 ingressos comercializados, seguida por Fortaleza, com 436, e Feira de Santana, com 327. Em Erechim, no Rio Grande do Sul, apenas duas pessoas assistiram ao filme desde a estreia.
Com roteiro assinado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) e por Eduardo Bolsonaro, o documentário aposta em uma abordagem familiar e emocional da trajetória do ex-presidente. O filme reúne depoimentos de irmãos, filhos e aliados políticos de Bolsonaro, concentrando-se principalmente na infância, juventude e relações pessoais do ex-chefe do Executivo, deixando de lado temas centrais de seu governo, como pandemia, atos de 8 de janeiro e investigações relacionadas à tentativa de golpe.
Em sessões registradas na Grande São Paulo, o público foi reduzido e formado majoritariamente por apoiadores do ex-presidente. Em uma exibição em Embu das Artes, a sala tinha apenas cinco espectadores. Nas redes sociais, integrantes da família Bolsonaro praticamente evitaram divulgar o documentário durante a semana de estreia, período dominado pela crise envolvendo o projeto “Dark Horse” e as revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.


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