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| Unidade sediou o encerramento da campanha da Zona Norte e reforçou o papel da educação em saúde (Foto: Maria Eduarda Oliveira/ IMED) |
O Hospital Municipal da Brasilândia (HMB), unidade da Prefeitura de São Paulo administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), aderiu, ao longo do mês de janeiro, à campanha do Janeiro Roxo, voltada ao combate à hanseníase. A iniciativa reuniu ações educativas e informativas com o objetivo de orientar profissionais de saúde e a população sobre a doença, seus sinais e sintomas, formas de transmissão e a importância do diagnóstico precoce.
A relevância da campanha é reforçada pelos dados epidemiológicos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2024 foram registrados 22.129 novos casos de hanseníase no Brasil, o que corresponde a uma taxa de detecção de 10,41 casos por 100 mil habitantes. O boletim especial divulgado pela pasta também aponta a ocorrência de casos em menores de 15 anos.
“É uma honra ter nossa unidade realizando essa campanha. Atualmente, quase 30 mil pessoas passam mensalmente por aqui, e é nosso papel, como instituição de saúde, levar orientação e informação para a população”, afirma Getro Pádua, diretor-geral do HMB.
Foco no cuidado e na informação
A programação do Janeiro Roxo no hospital contou com palestras educativas conduzidas pela interlocutora da Coordenadoria Regional de Saúde Norte e da Divisão Regional de Vigilância em Saúde, Maria Eliana de Lima, e pela infectologista do HMB, Giovana Sapienza. As atividades tiveram como foco a sensibilização, a desmistificação da doença, a identificação dos sinais iniciais e os cuidados necessários para evitar a transmissão.
“A hanseníase é uma doença milenar e ainda desconhecida por muitas pessoas, o que reforça a importância do esclarecimento para que a população entenda como ela é transmitida e quais cuidados devem ser adotados”, destacou Maria Eliana. Segundo ela, por se tratar de uma doença silenciosa, muitas pessoas convivem com casos próximos sem perceber os sinais iniciais, o que torna a informação contínua ainda mais essencial.
As ações realizadas durante o Janeiro Roxo reforçaram o caráter educativo do período, marcado pela intensificação das orientações à população. “No mês de janeiro, reforçamos as ações direcionadas ao público em geral e a disseminação de informações importantes sobre a hanseníase”, explicou Maria Eliana.
Conscientização além das palestras
A campanha também contou com uma comunicação visual marcante. Durante o período noturno, a fachada do hospital foi iluminada na cor roxa, em alusão ao Janeiro Roxo, como estratégia complementar de conscientização. “Foram várias ações realizadas dentro da unidade, não apenas voltadas para a orientação dos profissionais que trabalham aqui, mas também em conjunto com a comunidade. Fizemos divulgação externa e mudamos a cor da fachada do hospital para dar destaque a esse momento”, destacou Getro Pádua.

Fachada da unidade ficou iluminada de roxo no período noturno (Foto: reprodução/ IMED)
A ação na unidade fez parte do encerramento da campanha do Janeiro Roxo na região, ocasião em que o HMB foi convidado pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Zona Norte para sediar o evento. Ao todo, a campanha foi realizada em 22 unidades de saúde. “Tivemos o apoio da supervisão técnica, da coordenadoria e de representantes das UVIS e das UBSs, uma parceria de grande importância que fortalece a integração entre os serviços e a atuação conjunta no combate à doença”, afirmou Carla Ribeiro, enfermeira supervisora do NVEH do hospital.
“O Janeiro Roxo é um mês simbólico, mas o cuidado com a hanseníase deve acontecer durante todo o ano. Identificar precocemente, orientar e garantir o tratamento adequado são ações diárias”, afirmou a infectologista da unidade, Giovana Sapienza.
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, transmitida principalmente pelas vias aéreas superiores por meio de gotículas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são fundamentais para evitar sequelas e interromper a transmissão da doença.


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