Associações querem alterar legislação para igualar a destinação recebida pelo comitê que representa os clubes esportivos brasileiros
As associações e os clubes paradesportivos brasileiros querem receber mais recursos das loterias. Atualmente, essas instituições têm direito a 0,07% e buscam se aproximar de 0,47%, mesmo percentual destinado ao comitê que representa as agremiações esportivas olímpicas nacionais. A informação foi divulgada em primeira mão nesta quarta-feira (4), durante o Summit do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), que ocorre em Brasília (DF) até sexta-feira (6).
De acordo com o presidente do CBCP, João Batista Carvalho e Silva, o número de instituições voltadas ao paradesporto aumentou em todo o território brasileiro. Por isso, é preciso incentivar e apoiar cada uma delas de maneira mais efetiva. “Temos 235 clubes e associações filiadas, que atendem a mais de 10 mil paratletas. Em sua maioria, atuam com grandes dificuldades financeiras, mas têm extremo potencial”, explica o gestor.
Segundo ele, a Lei Federal nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018, precisa ser revista pelo Congresso Nacional a partir do próximo ano. “Faremos uma peregrinação, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, para sensibilizar os parlamentares sobre o tema. Eles precisam entender que há necessidade de ampliar esses recursos, pois o Brasil tem conquistado resultados expressivos em todos os eventos, como os Jogos Parapan-Americanos, os campeonatos mundiais e as Paralimpíadas”, justifica.
Recentemente, as instituições perderam recursos das BETs e, em breve, vão ser afetados financeiramente. As entidades precisam repensar essa gestão financeira para não desfalcar os caixas e, consequentemente, prejudicar os atletas.
Busca por recursos
Para João Batista Carvalho e Silva, os clubes podem e devem procurar o Congresso Nacional em busca de emendas parlamentares. “Nós estamos aqui para fazer esse meio de campo junto aos deputados e senadores. Há recursos disponíveis, mas é preciso apresentar projetos consistentes e bem estruturados. Nós podemos ajudar”, afirma.
Na opinião do gestor, a pauta do paradesporto é extremamente importante e dificilmente encontra resistência. “Pode ser que não consigam ajudar, mas recusar, jamais”, acredita.
Por fim, ele enfatizou que a gestão dos clubes ainda precisa avançar muito. Com esse objetivo, o CBCP passou a oferecer serviços de qualificação, orientação e mentoria às associações brasileiras, principalmente nas áreas de regularização institucional e captação de recursos.



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