O publicitário Thiago Miranda anunciou o encerramento das atividades da agência Mithi poucos dias após ser alvo de operação da Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. Em nota divulgada nas redes sociais, ele afirmou que pretende fazer um ano sabático após uma década dedicada integralmente à empresa.
Segundo a Polícia Federal, Miranda é investigado por supostamente coordenar ações para atacar a credibilidade do Banco Central a pedido de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A investigação aponta contratos com influenciadores que somavam R$ 8 milhões e apura possíveis tentativas de interferência em investigações e monitoramento de jornalistas e autoridades como foi revelado com exclusividade pela Coluna do Mino.
As apurações também indicam trocas de mensagens entre Miranda e Vorcaro sobre estratégias para atingir a jornalista Malu Gaspar , Lauro Jardim e a elaboração de um dossiê contra o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho. A PF investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa, embaraço à investigação e violações de dados.
A defesa de Thiago Miranda nega qualquer prática ilegal e afirma que toda a atuação profissional do publicitário ocorreu dentro da legalidade, da transparência e do respeito às instituições. Os advogados sustentam que a investigação não autoriza antecipação de culpa e pedem a observância do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência.
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