Ausência de exercícios regulares pode contribuir para hipertensão, obesidade e alterações metabólicas que elevam as chances de acidente vascular cerebral
O sedentarismo é um dos fatores que podem contribuir para o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC). A falta de atividade física regular está associada ao desenvolvimento de condições que prejudicam a saúde dos vasos sanguíneos, como hipertensão arterial, obesidade, diabetes e alterações nos níveis de colesterol.
Segundo o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, manter uma rotina ativa é uma das medidas importantes para proteger a saúde cerebral e cardiovascular. “O sedentarismo favorece o aparecimento e o agravamento de diversos fatores de risco para o AVC. A falta de exercícios pode contribuir para o aumento da pressão arterial, resistência à insulina, ganho de peso e alterações metabólicas que comprometem a saúde dos vasos”, afirma.
O especialista explica que o AVC acontece quando há uma interrupção ou redução do fluxo de sangue para uma região do cérebro, podendo causar sequelas como dificuldades de movimentação, alterações na fala, perda de sensibilidade e problemas de memória. Por isso, a prevenção dos fatores de risco tem papel fundamental.
“A prática regular de atividade física ajuda no controle da pressão arterial, melhora a circulação, auxilia no equilíbrio do colesterol e contribui para o controle do peso. Esses benefícios reduzem a sobrecarga sobre os vasos sanguíneos e ajudam na prevenção do AVC”, ressalta Dr. Victor Hugo Espíndola.
A recomendação é que a inclusão de exercícios na rotina seja feita de forma gradual, respeitando os limites individuais. Caminhadas, atividades aeróbicas e exercícios de fortalecimento podem trazer benefícios quando praticados com regularidade e orientação adequada.
Além da prática de atividade física, o controle da pressão arterial, o acompanhamento médico periódico, uma alimentação equilibrada e o abandono do tabagismo estão entre as principais medidas para reduzir o risco de AVC.
“A prevenção começa com o cuidado diário. Muitos fatores que aumentam a chance de um AVC podem ser modificados com mudanças de hábitos e acompanhamento adequado”, conclui o neurocirurgião.


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