Estudante de 19 anos ficou ferida após falha em aparelho; ortopedista explica riscos e possíveis sequelas
Uma estudante de 19 anos ficou gravemente ferida após sofrer um acidente em uma academia no Distrito Federal, quando o equipamento utilizado durante o treino apresentou falha. Segundo relato da jovem, a trava de segurança do aparelho de elevação pélvica se soltou, fazendo com que a carga caísse diretamente sobre seus joelhos. O caso está sendo apurado pela 2ª Delegacia de Polícia.
De acordo com o Dr. Lucas Ramos, ortopedista da clínica Saint Moritz, o tipo de impacto sofrido pela paciente costuma causar danos severos. “Uma pancada forte e direta como essa geralmente provoca fraturas no platô tibial, que é a parte superior da tíbia que forma o joelho, e na patela, além de poder romper ligamentos, danificar a cartilagem e esmagar músculos e tecidos ao redor. É o que chamamos de trauma de alta energia por esmagamento”, explica.
Segundo o especialista, esse tipo de lesão é considerado grave por comprometer uma articulação essencial para sustentar o corpo. “O joelho suporta todo o peso corporal. Quando há destruição da superfície óssea e da cartilagem, o risco de complicações é alto. Uma das mais sérias é a síndrome compartimental, em que a pressão dentro da perna aumenta e pode comprometer músculos e nervos em poucas horas”, alerta.
A gravidade aumenta quando há lesão nos dois joelhos, o que impede a locomoção. “Isso agrava o quadro e torna a recuperação mais complexa”, afirma Dr. Lucas Ramos. Após a cirurgia, a consolidação óssea costuma ocorrer entre seis e oito semanas, mas o paciente pode ficar de oito a doze semanas sem apoiar totalmente o peso do corpo. “A recuperação funcional varia de seis meses a um ano, podendo ser ainda mais longa em casos mais graves”, acrescenta.
Mesmo com tratamento adequado, há risco de sequelas permanentes. “As principais são artrose precoce, rigidez, dor crônica ao caminhar ou subir escadas e fraqueza muscular. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de prótese no futuro”, diz o ortopedista. Ele reforça que o atendimento rápido faz diferença no prognóstico. “O tempo é essencial. O ideal é acionar imediatamente o socorro para imobilização e encaminhamento ao hospital”, orienta.

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