Cantor contou nas redes sociais que convive com o problema há cerca de cinco meses; especialista explica sintomas e opções de tratamento
O cantor Tiago Iorc revelou nas redes sociais que vem enfrentando dificuldades de saúde
por causa de uma hérnia na região cervical. Aos 40 anos, o artista contou que convive com
dores há cerca de quatro a cinco meses e que o problema acabou afetando outras partes
do corpo, interferindo na rotina e no bem-estar.
A condição, conhecida como Hérnia de disco cervical, ocorre quando há desgaste ou
deslocamento de um dos discos localizados entre as vértebras do pescoço. Esse
deslocamento pode comprimir nervos da coluna, provocando dor e outros sintomas que
podem irradiar para diferentes regiões.
Segundo a médica anestesiologista e especialista em Medicina da Dor Inácia Simões, da
Clínica Saint Moritz, os sinais nem sempre se limitam ao pescoço. “A hérnia cervical pode
provocar dor intensa na região do pescoço, mas também é comum que o paciente sinta dor
irradiada para os ombros, braços e até para as mãos. Em alguns casos aparecem
formigamento, dormência ou sensação de fraqueza nos membros superiores”, explica.
A especialista afirma que o problema pode surgir de forma gradual, muitas vezes associado
a sobrecarga mecânica, postura inadequada ou desgaste natural do envelhecimento da
coluna. “Quando o disco sofre uma alteração estrutural, ele pode pressionar raízes
nervosas, e desencadear um processo inflamatório responsável pela dor persistente”, diz.
De acordo com a especialista que atua no manejo intervencionista da dor, o impacto da
hérnia pode ir além da região cervical. “A dor contínua leva o paciente a adaptar a postura
para tentar aliviar o desconforto. Com isso, outros grupos musculares passam a trabalhar
de forma compensatória, o que frequentemente gera novos pontos de dor em regiões como
ombros, escápulas e parte superior das costas”, afirma a médica da clínica Saint Moritz.
O tratamento varia de acordo com a intensidade do quadro e com o impacto na qualidade
de vida do paciente. “Na maioria dos casos, começamos com tratamento conservador. Isso
inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, medicamentos para controle da dor e inflamação
e, em alguns casos, terapias específicas para reabilitação da coluna”, explica Inácia.
A especialista ressalta que mudanças no estilo de vida também são fundamentais para a
recuperação. “Correção postural, pausas durante atividades prolongadas e fortalecimento
da musculatura cervical e dorsal são medidas que contribuem significativamente para a
melhora do quadro e prevenção de novas crises, orienta.
Em situações mais persistentes, outras abordagens podem ser indicadas. “Quando a dor
não melhora com as medidas iniciais, existem procedimentos minimamente invasivos que
podem ajudar no controle da dor e da inflamação. “A cirurgia costuma ser reservada para
situações específicas, como déficits neurológicos ou comprometimento da função motora”,
diz.
Para a médica, relatos públicos como o de Tiago Iorc ajudam a ampliar o debate sobre
problemas de coluna, que são comuns, mas muitas vezes negligenciados. “Muitas pessoas
convivem com dor por muito tempo antes de procurar ajuda. O ideal é buscar avaliação
médica sempre que o desconforto se torna frequente ou limita atividades do dia a dia”,
conclui.

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