Vila Buritizinho, em Sobradinho II, recebe evento com com rimas, grafite e inclusão social

Edição do GDF Mais Perto do Cidadão levou serviços essenciais, atividades culturais e ações de prevenção às drogas à cidade

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

A 55ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão movimentou a Vila Buritizinho, em Sobradinho II, nesta sexta (11) e sábado (12) com uma programação que valorizou a cultura local, promoveu cidadania e ofereceu serviços essenciais gratuitos. Realizada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), a ação teve como destaque uma batalha de rimas contra as drogas e a oficina de grafite reunindo jovens artistas e moradores em um esforço coletivo de conscientização, pertencimento e transformação social.

A batalha de rimas, na manhã de sexta-feira (11),  mostrou  o poder da cultura hip-hop como instrumento de prevenção e inclusão social. O evento reuniu dezenas de MCs da região que subiram ao palco para rimar sobre temas como superação, resistência e a luta contra o uso de drogas.

Henrique Souza da Silva: "A batalha (de rimas) salva vidas" | Fotos: Divulgação/Sejus

Henrique Souza da Silva, de 20 anos, foi o grande vencedor e emocionou o público ao compartilhar sua vivência. “Já tive problema com droga na família. Sei o quanto isso pode destruir. Acho incrível esse tipo de projeto que tenta salvar as crianças, dar uma nova perspectiva”, afirmou. “Enquanto muita gente pensa que ser MC é só zoeira, a verdade é que rimar exige inteligência, estudo. A batalha salva vidas”, lembrou.

Outro participante, Pedro Nogueira da Cruz, 12 anos, o MC Pedrinho, destacou o poder de união que o hip-hop representa. “Por muito tempo o movimento foi marginalizado, mas hoje estamos provando o contrário. Hip-hop é união, é resgate. É muito bonito ver essa galera reunida por uma causa boa”.

A importância social da arte foi um dos temas desta edição do GDF Mais Perto do Cidadão

A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destacou o impacto transformador da cultura na vida dos jovens. “A arte tem um poder imenso de mudar realidades. Os relatos que recebemos mostram que muitas crianças e adolescentes encontraram na música uma alternativa para sair de contextos de vulnerabilidade”, argumentou. Segundo ela, é mais do que justo dar protagonismo a esses jovens. “A batalha estará presente em todas as edições do programa até o fim do ano, e, em dezembro, realizaremos uma grande final, reunindo os talentos de todas as regiões do Distrito Federal”.

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