Boletim traz análise da economia do DF entre abril e junho


A publicação analisa resultados de indicadores econômicos no segundo trimestre de 2023, como o PIB trimestral, os índices de preços dos bens e serviços e o comportamento do mercado de trabalho

Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira

Nesta quarta-feira (25), o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresentou a 25ª edição do Boletim de Conjuntura no Fórum de Debate Econômico do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF). A publicação analisa os principais resultados dos indicadores econômicos da capital federal no segundo trimestre de 2023, como o Produto Interno Bruto (PIB) trimestral, os índices de preços dos bens e serviços e o comportamento do mercado de trabalho.

Na ocasião, estiveram presentes os presidentes do IPEDF e do Corecon-DF, Manoel Barros e José Luiz Pagnussat; o secretário de Fazenda do DF, José Itamar Feitosa; a diretora de Estatística e Pesquisas Socioeconômicas do IPEDF, Dea Fioravante; os coordenadores de Análise Econômica e Contas Regionais e de Estudos e Avaliação de Políticas Socioeconômicas do IPEDF, Dea Fioravante, Adrielli Santana e João Pedro Dias; o coordenador da Comissão de Conjuntura e Desenvolvimento Regional do Corecon-DF, Diones Cerqueira; e o gerente de Pesquisas e Cenários Econômicos do Banco de Brasília (BRB), Luiz Henrique Araújo.

No segundo trimestre de 2023, a inflação local medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,35%, abaixo da observada anteriormente (1,93%) | Foto: Divulgação/IPEDF

Considerando o PIB trimestral, a atividade econômica do DF cresceu 2,5% no acumulado em quatro trimestres e manteve-se estável na comparação entre o segundo e primeiro trimestre de 2023. O desempenho econômico brasiliense foi puxado pela Agropecuária e Indústria, que apresentaram crescimento de 9,7% e 1,1% em relação ao trimestre anterior, enquanto o setor de Serviços se manteve estável. No acumulado em quatro trimestres, a Agropecuária apresentou variação de 7,7%, a Indústria de 5,8% e os Serviços de 2,3%.

Segundo a coordenadora de Análise Econômica e Contas Regionais do IPEDF, Adrielli Santana, a economia do DF no segundo trimestre de 2023 se manteve estável. "Esse movimento é um reflexo do comportamento do setor de Serviços, que detém uma participação de 83% na composição do PIB local. O trimestre também registrou um bom desempenho da Agropecuária, dado aumento da produção de grãos, além de uma recuperação da Indústria", explicou.

No segundo trimestre de 2023, a inflação local medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,35%, abaixo da observada anteriormente (1,93%). Já a medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no segundo trimestre do ano foi de 0,16%, inferior à registrada anteriormente (1,72%), indicando inflação menos intensa para famílias com renda de um a cinco salários mínimos. No acumulado em 12 meses, o DF apresentou inflação de 3,24% pelo IPCA e 2,55% pelo INPC, menor do que as anteriores (5,30% e 4,25%, respectivamente).

Na análise do mercado de trabalho, a taxa de desemprego registrou ligeira queda de 0,4% em relação ao primeiro trimestre do ano, passando de 16,7% para 16,3% de acordo com Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF). Voltando-se para a análise do mercado formal, observou-se um aumento no contingente de trabalhadores segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), com saldo de 9,7 mil novos postos de trabalho no trimestre e 37,8 mil no acumulado em 12 meses.

*Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)

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