Segundo a Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais, há mais de 68 milhões de pessoas que moram em condomínios no País



Os centros urbanos no Brasil estão cada vez mais densos e com imóveis e edifícios que alocam uma quantidade maior de moradias. Um levantamento realizado pela empresa Triider, com base nas edições anuais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, revela que foram construídos no País 7,8 milhões de novos apartamentos nos últimos 35 anos.

No período de 1984 a 2019, o número de prédios nas grandes regiões cresceu 321%. Esses dados apurados junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para um processo de verticalização das cidades brasileiras, decorrente de um boom imobiliário observado nas últimas décadas. Nesse contexto, também se verifica um crescimento na quantidade de condomínios, tanto os verticais quanto os horizontais.

De acordo com um documento da Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (ABRASSP), disponível no site do Senado Federal, há mais de 68 milhões de pessoas que moram em condomínios no Brasil, os quais movimentam cerca de R$ 165 bilhões anualmente. Segundo a entidade, a renda mais elevada no País está entre os condôminos de casas e apartamentos: uma média de R$ 6.275.

O aumento do número de condomínios e o potencial econômico desses edifícios têm elevado as demandas por profissionais e serviços como síndicos, zeladores, serviços de manutenção, montagem de móveis, instalação, conserto ou reforma nas residências e nos espaços comuns dos condomínios.

Ainda de acordo com a ABRASSP, existem mais de 420 mil síndicos no Brasil, que são responsáveis pela gestão dos condomínios e por garantir o bem-estar dos moradores. Desse total, apenas 5,19% são profissionais, ou seja, são 21.868 pessoas que se qualificaram para exercer a função.

São Paulo é o Estado que concentra o maior montante: 7.758, o que representa 35,48%. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 2.805 (12,83%); Santa Catarina, com 1.962 (8,97%); Minas Gerais, com 1.387 (6,34%); e Rio Grande do Sul, com 1.027 (4,69%).

O crescimento do setor também tem impactado o mercado de trabalho. Conforme dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o setor imobiliário foi responsável por mais de 134 mil vagas de empregos formais abertas em 2021. Só no mês de abril, foram registrados mais de 22 mil postos de trabalho com carteira assinada no segmento em torno desses empreendimentos.

Todos os dados sobre o crescimento no número de casas, apartamentos e outros tipos de domicílios no Brasil, com base nas pesquisas do IBGE, estão disponíveis no blog do Triider e podem ser acessados na íntegra.
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Rainne Del Sarto

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